A professora explica que o retorno da equipe foi por conta do solopamento do barranco que acabou por expor evidências de mais materiais arqueológicos. “Por este motivo nós retornamos aqui para verificar e agora estamos fazendo algumas trincheiras e sondagens, onde encontramos três urnas com crânio e ossada humana”, explica. A professora disse ainda que em outros pontos de sondagem também foram encontrados ossadas humanas.
Rosangela lembra que ela e sua equipe perceberam que a área que está sendo explorada, provavelmente é o local onde os índios utilizavam para enterrar os mortos.
“Pelo material cerâmico, pela decoração e principalmente pela decoração escovada, que é uma característica do contato jesuítico, presumimos que esta ocupação mais recente tem aproximadamente 500 anos. Entretanto, já encontramos a 1,30 cm e 1,90 cm duas camadas de materiais arqueológicos líticos lascados que apontam para duas ocupações muito mais antigas, de provavelmente milhares de anos”, conclui.
De acordo com a pesquisadora, o tempo de estada da equipe que começou a trabalhar na última segunda-feira (19) e que está previsto para terminar no próximo domingo pode ser aumentado caso aconteçam novas descobertas.
(Dayane Thomazini, especial para o GN)
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