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Mãos ao alto!

Pelo silêncio sepulcral, os moradores da região de Presidente Prudente ainda não se deram conta daquilo que encontrarão pela frente a partir da próxima terça-feira na rodovia Raposo Tavares (SP 270).

A nova realidade que se avizinha será dolorida para o bolso da população. A principal rodovia que corta o oeste paulista, embora ainda em precárias condições de tráfego e mesmo sem contar com a duplicação na totalidade de suas pistas, está entupida de pedágios. Este é o presente de Natal dado pelo governador José Serra (PSDB) ao povo do oeste paulista. Serra terá coragem de vir à região inaugurar as novas praças? Virá vestido de Papai Noel, com trenó e renas, descendo pela chaminé de alguma indústria falida por não suportar os altos custos do transporte rodoviário no Estado que ele governa? Já que o Estado nos impõe goela abaixo os pedágios, em conluio com a iniciativa privada, por que não tem a honradez de vir aqui defende-los e inaugura-los? Para isso, há uma resposta simples: os pedágios da maneira que foram implantados na Rodovia Raposo Tavares, são indefensáveis.


A partir da próxima terça-feira, quando começará a cobrança nas novas praças, os moradores da nossa região acordarão tarde. Ao trafegar por um trecho de menos de 300 quilômetros, entre Presidente Epitácio e Ourinhos, terão de pagar seis pedágios – em Caiuá, Presidente Bernardes, Regente Feijó, Rancharia, Assis e Palmital. A sensação é a mesma de quem se torna vítima de um roubo. A cada pedágio em que se para, é como se alguém gritasse ao fundo: “Mãos ao alto! Isto é um assalto!”

A cobrança abusiva é uma realidade, ninguém pode negar.

Mas o problema se torna ainda mais grave quando temos de pagar por um serviço que não é oferecido. A população da região está sendo lesada duplamente: primeiro, pelos abuso dos pedágios; segundo, por pagar para trafegar em uma rodoia de péssima qualidade e insegurança, um verdadeiro corredor da morte, sem duplicação. O governo do Estado e a iniciativa privada deveriam ter vergonha de cometer esse crime contra o povo. Existem certas coisas que só ocorrem no Brasil. Uma delas é a jabuticaba. Frutinha arredondada, de casca preta, muito adocicada, é encontrada com facilidade em cidades do interior, como as da nossa região. Outra exclusividade brasileira é uma aberração: o modelo de privatização em que o Estado banca os investimentos. Amargo para o povo; doce para os políticos e empresários.

A empresa que passou a administrar neste anoa a Raposo Tavares buscou nos cofres governamentais do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) recursos que pretendem investir na rodovia. Que privatização é essa? Privatização com dinheiro do BNDES é fácil, qualquer imbecil faz. Queremos ver é privatização com dinheiro privado...

Além disso, a Cart tem como acionistas fundos de pensão de funcionários de grandes empresas estatais: a Funcef (Caixa Econômica Federal), a Previ (Banco do Brasil) e a Petros (Petrobras)> Não custa repetir: que privatização é essa? É privatização sim, caro leitor, mas o dinheiro sai mesmo é do bolso do povo. Dá pra entender?

Texto extraído do Editorial do Jornal Oeste Notícias de Presidente Prudente
Edição de 13 de dezembro de 2.009



 
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